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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Arborização Urbana Parte II

Você sabia que o ideal para uma árvore é no mínimo ter uma área  de 1 m² para suas raízes respirarem? Sim, uma árvore cujas raízes ficam sob o cimento, passam por stresses de vários tipos. Primeiro porquê precisam de espaço para se ramificarem, crescerem, se desenvolverem. Segundo porquê ficam comprimidas e sem aeração. E daí, a planta causa mais danos "paisagísticos" do que se tivesse seu espacinho reservado, levando à uma básica destruição da calçada. Uma coisa bacana que no exterior vemos muito é não impedir o passeio (seja a calçada, seja a parça), mas proporcionar este espacinho para as árvores.
 Fonte: Curso de Estabilidades Urbanas - ProFloresta
Outro fator importante em arborização é que seja realizada a correta seleção da espécie para o determinado local. Logo, plantar um flamboyant ou qualquer tipo de Ficus em uma calçada não é uma boa idéia, já que suas raízes tabulares tendem a se desenvolver sob a terra e em grandes proporções laterais. São árvores mais para parques e praças, muito utilizadas em minha cidade...
Tudoo que foi falado aqui (e mais outros fatores) auxilia no sucesso da arborização urbana. Ter a noção de que as árvores irão crescer, saber como é seu crescimento, em altura, em diâmetro, etc. Para evitar problemas com raízes, inclusive em espécies com raízes simples, o plantio correto é fundamental. Quando se coloca o colo muito acima do que se deveria, a raíz acaba por "invadir" a superfície. E por aí vai ;) Beeeijos :*

domingo, 29 de setembro de 2013

Curso Estabilidade de Árvores Urbanas (Arborização Parte I)

Cara, se tem uma área que eu me identifico é paisagismo urbano.. Semestre passado fiz um curso com um professor formado em Arquitetura Urbana. Ele nos trouxe um representante de uma empresa internacional que comercializa equipamentos de medição de qualidade de árvores. Sensacional!

Equipamentos de ultrassom, capazes de medir a qualidade da árvore sem danificá-la, alguns trazendo as imagens em espectro de cores onde é possível indentificar ocos, por exemplo; outros mais sofisticados, trazem a imagem dos espectro de cores, não só do tronco, como das raízes.

Tomografia com recurso aos ultrassons
(Arbotom)
Fonte: Curso Estabilidade de Árvores Urbanas - PróFloresta
Enfim, aprendi que Goiânia, apesar de ser cheia de árvores, poderia ser bem melhor. E bota melhor nisso!
Se a Universidade se aliasse ao Estado e comprasse um destes aparelhos, estaríamos no céu.
Para paisagismo o ideal realmente é utilizar a mesma espécie repetidamente em uma via. Sim, cria uma uniformidade, um aspecto artístico. É lindo. Vi exemplos do exterior e daqui, em Curitiba. Ô vontade de visitar Curitiba rsrs.

Rua de Curitiba. Fonte: Notícia da Prefeitura da Cidade Sobre Arborização
Infelizmente, onde moramos, nem é o Governo que cuida das calçadas, logo, não podemos mudar muita coisa... Ah, plantar e deixar a planta crescer por si só, sem cuidados, também é algo ruim. Muitas árvores em Goiânia tem seus troncos não muito retilíneos e vê-se claramente a falta de cuidado com a muda.
Enfim, já é um trabalho e tanto educar a população para não implicar com as árvores, imagina o resto... Esses dias eu passando pela calçada explicando a uma amiga as características da Sibipiruna e uma moça varrendo disse:
Pois é, isso não deveria ser árvore a ser plantada em rua!
Fiquei bem na minha, a implicância era com as florzinhas amarelinhas que inundam o chão. Ficam tão lindas... É infelizmente no Brasil é assim...
Mas... vivendo e aprendendo ;)